Drone autônomo com base própria vigia o campus da USP
A Cidade Universitária da USP, em São Paulo, ganhou um vigia que decola sozinho. Durante a Feira USP e as Profissões, de 24 a 26 de setembro, um drone semiautônomo sobrevoou o campus a partir de uma base automática, comandado pela Central de Monitoramento da Guarda Universitária. É um projeto-piloto, mas já dá para ver como vai ser a segurança com drone nos próximos anos.
Que equipamento é esse
O conjunto é todo da DJI, na linha profissional:
- DJI Dock 3: uma "garagem" instalada no chão que abre, solta o drone, recebe ele de volta e recarrega a bateria sozinha.
- DJI Matrice 4TD: o drone que mora dentro da base, com câmera térmica de 640×512 e zoom de longo alcance.
- DJI Mini 3: um drone pequeno de apoio para voos pontuais.
Segundo a ficha técnica da DJI, o Matrice 4TD voa até cerca de 54 minutos em condição ideal, a base recarrega a bateria de 15% a 95% em uns 27 minutos e aguenta chuva e poeira (proteção IP56) e temperatura de -30 °C a 50 °C. Na USP, o drone voou a 120 metros de altura, cobrindo uma área de cerca de 4 km².
O que o drone fez na feira
A lista de tarefas foi bem pé no chão:
- Contar o público da feira.
- Acompanhar o fluxo de ônibus e o trânsito nas três portarias e na Marginal.
- Mapear vagas de estacionamento livres.
- Flagrar ambulante não autorizado e carro parado em lugar proibido.
Quando o drone via algo errado, a central chamava uma viatura da Guarda pelo rádio. O coordenador de segurança eletrônica da USP, Márcio Henrique da Silva, resumiu a operação: você define os parâmetros e o equipamento faz quase todo o resto.
Quem está por trás
O projeto é da Brasa Robótica Aérea, startup de estudantes da FEA, da Poli e da FFLCH, incubada no programa Ocean, do Inova USP. A prova de conceito foi montada com a empresa Oxigenius, e o equipamento está emprestado (em comodato) à Guarda Universitária.
Os próximos passos já estão no papel: ligar o drone ao botão de pânico do aplicativo Campus USP, vigiar filas do bandejão, fazer ronda preventiva na raia olímpica e reforçar o projeto DORA, de segurança das mulheres no campus.
Tudo dentro da regra
O detalhe que mais interessa a quem pilota: o projeto não voou no improviso. O drone está cadastrado no SISANT da ANAC, tem seguro RETA e seguro de casco, e cada voo passa pelo SARPAS do DECEA, com NOTAM quando necessário. A operação foi feita em EVLOS, a linha de visada estendida, em que observadores ajudam a manter o drone sob controle visual mesmo longe do piloto.
O que isso muda pra você
Se você trabalha com drone, guarde esta notícia. Drone em base automática ("drone in a box") é o próximo serviço grande do mercado: condomínio, fazenda, indústria, porto e prefeitura vão querer ronda aérea sem piloto em pé no local o tempo todo.
Mas repare no que tornou o projeto possível. Não foi só o equipamento — foi a papelada: SISANT, RETA, SARPAS, NOTAM e operação EVLOS com equipe treinada. Quem já domina essa parte hoje sai na frente quando esse tipo de contrato aparecer.
E um aviso: não é porque o drone "voa sozinho" que a responsabilidade some. Na regra brasileira, sempre existe um piloto remoto responsável pelo voo, mesmo quando ele está numa central a quilômetros de distância. Automação diminui o trabalho braçal, não a responsabilidade.
Equipamento citado (links de afiliado)
Fontes
Precisa de imagem aérea de verdade?
Filmagem com drone, cobertura de evento e edição pra Instagram, em Belo Horizonte e região.
Pedir orçamento no WhatsApp


