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Drones

iFood já entrega por drone no Brasil: onde voa e o que a ANAC liberou

Decolagem de drone de entrega da Zipline (foto ilustrativa)

Foto ilustrativa: Roksenhorn · CC BY-SA 4.0 · via Wikimedia Commons

Entrega por drone no Brasil deixou de ser vídeo promocional. O iFood, em parceria com a Speedbird Aero, opera rotas aéreas de verdade — e a ANAC vem soltando autorizações que não existiam até pouco tempo atrás.

Onde já está voando

  • Barueri (SP): desde 1º de junho de 2026, drone leva pedidos do shopping Iguatemi Alphaville

até condomínios residenciais.

  • Aracaju (SE): rota ligando o Shopping RioMar à Barra dos Coqueiros, retomada e ampliada.

A operação atual usa uma aeronave capaz de carregar até 5 kg — antes o limite era 3 kg.

O que a ANAC autorizou, na prática

As autorizações concedidas permitiam carga de até 2,5 kg, voo a até 120 metros e rotas de até 3 km. O passo mais pesado veio em dezembro de 2025: a agência liberou voo sobre área residencial com até 5 mil habitantes por km² — o primeiro desse tipo no país.

A Speedbird Aero segue como a única empresa com dois modelos aprovados pela ANAC para operação BVLOS de entrega no Brasil. BVLOS quer dizer Beyond Visual Line of Sight: voar além da linha de visada do operador, ou seja, sem o piloto enxergando a aeronave.

Por que isso é maior do que parece

Voar longe nunca foi o problema técnico. O problema sempre foi regulatório — quem responde se cair, como se garante que não tem ninguém embaixo, quem monitora a rota. Cada autorização dessas é um pedaço desse quebra-cabeça sendo resolvido, e o caminho já está aberto: a nova ICA 100-40, em vigor desde julho, passou a dar autorização instantânea para BVLOS em determinadas condições.

Não é coincidência que a China tenha inaugurado neste mês a primeira rota dedicada de entrega de comida por drone para uma rede de restaurantes. É a mesma corrida, em fusos diferentes.

O que isso abre pra quem pilota

Uma operação de entrega precisa de gente que a maioria das empresas não tem: operador de estação remota, quem faz manutenção preventiva, quem lê carta aeronáutica e planeja rota, quem responde por segurança operacional. É emprego que não existia há três anos e que vai brigar por profissional nos próximos três.

Quem já tem cadastro em dia, horas de voo registradas e entende de espaço aéreo controlado sai na frente. E isso não se constrói na semana em que a vaga aparece.

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