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Robôs

Robô humanoide enfrenta humano em luta de boxe nos EUA

Humanoid robot boxing exhibition (foto ilustrativa)

Foto ilustrativa: Jack145945 · CC BY-SA 4.0 · via Wikimedia Commons

O influenciador Frankie Lapenna entrou num ringue de boxe em São Francisco, nos Estados Unidos, para enfrentar um robô humanoide de 1,80 m e cerca de 90 kg, num evento organizado pela Robot Entertainment Kombat (REK). A organização chamou o confronto de primeiro combate formal entre uma pessoa e uma máquina desse tipo.

O robô tem visual que lembra o Exterminador do Futuro, mas não é autônomo: um operador o comandava à distância, usando um sistema de realidade virtual de uma empresa americana de robótica — ou seja, quem decidia os golpes era outro ser humano, só que escondido atrás do equipamento.

Como foi a luta

Lapenna acertou socos no rosto e no tórax do robô. Em resposta, a máquina revidou com golpes e chutes fortes o bastante para jogar o influenciador contra a parede do ringue em alguns momentos. Nenhum dos vídeos publicados pela REK mostra o fim do combate: o trecho oficial termina com Lapenna se levantando depois de uma sequência de chutes, sem placar, sem tempo de luta definido e sem regras divulgadas. Mesmo incompleto, o vídeo passou de um milhão de visualizações no Instagram.

Não é o primeiro "combate" do tipo

A REK e organizações parecidas já promoveram antes confrontos robô contra robô, também pilotados remotamente, em eventos menores nos Estados Unidos — mas colocar um humano de verdade no ringue, trocando soco de verdade com a máquina, é o que tornou esse episódio viral. O risco ali não é pequeno: o equipamento pesa quase 100 kg e tem partes rígidas que um corpo humano não tem, então um golpe mal calculado pelo operador tem potencial de machucar de verdade — diferente de uma luta entre duas pessoas, em que ambas sentem a própria dor e ajustam a força na hora.

O que isso muda pra você

Não é sinal de que humanoides autônomos já brigam sozinhos — é o oposto: o "robô lutador" de hoje ainda é um boneco caro sendo operado por um piloto humano em tempo real, parecido com um drone de corrida controlado a distância, só que em forma de gente. O que realmente chama atenção aqui é o quanto o corpo mecânico já aguenta pancada e devolve força sem quebrar — e é esse tipo de robustez de motor e articulação, testada em situação extrema tipo essa, que depois desce de preço e aparece em outros produtos, do braço robótico industrial ao drone de resgate que precisa suportar impacto. Curiosidade cara hoje é peça barata amanhã.

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