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Robôs

Sam Altman confirma que a OpenAI vai fazer um robô humanoide

Robo humanoide da Halodi Robotics (foto ilustrativa)

Foto ilustrativa: Nicholas-halodi · CC BY-SA 4.0 · via Wikimedia Commons

Sam Altman confirmou no podcast Sources o que o mercado já suspeitava: a OpenAI vai construir um robô humanoide. A frase foi direta — a empresa "definitivamente" fará um humanoide. O que não existe ainda é data, protótipo apresentado ou meta de produção.

Por que a confirmação pesa mesmo sem produto

Porque muda o alvo da corrida. Até aqui a disputa da OpenAI era por modelo de linguagem: quem responde melhor, quem raciocina melhor, quem custa menos por token. Anunciar humanoide é dizer que a próxima fronteira é IA física — modelo que não só conversa, mas pega, anda, erra e se corrige no mundo real, onde não existe botão de "tentar de novo".

E é uma briga com dono. Os números do primeiro semestre de 2026 mostram cerca de 19.100 robôs humanoides embarcados no mundo, alta de 272% em um ano — com mais de 97% saindo de fornecedores chineses. Ou seja: a OpenAI está entrando num mercado que já existe e onde ela é a estrangeira.

Isso chega na sua casa quando?

Mais perto do que parece, e não pela OpenAI. O robô Neo, de outra empresa, tem lançamento previsto para o ano que vem em dois formatos: US$ 20 mil na compra ou US$ 499 por mês de aluguel. Na IFA 2026, fabricantes chineses mostraram humanoides dançando, jogando bola e executando tarefa doméstica.

Traduzindo o preço: ainda é carro popular por máquina de dobrar roupa. Mas o modelo de assinatura é o detalhe que importa — foi assim que o drone profissional deixou de ser compra de R$ 40 mil e virou serviço contratado por diária.

O paralelo com drone é mais forte do que parece

Quem acompanha drone já viu esse filme. Primeiro o equipamento é caro, esquisito e serve pra demonstração. Depois ele fica bom o suficiente para uma tarefa específica e barateia. Aí a regulamentação corre atrás. E, no fim, o valor não está mais em ter o aparelho — está em saber operar e saber o que fazer com o que ele captura.

Drone, robô e IA estão convergindo para o mesmo lugar: máquina que percebe o ambiente e decide sozinha o próximo passo. O drone só chegou primeiro porque voar é mais fácil do que andar.

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